Com a Turma 71, o estudo da Revolução Industrial havia sido iniciado ainda no 2º trimestre, antes do período destinado aos Conselhos de Classe (de 08 a 11 de set.), mais precisamente, dia 03 de set.. No presente encontro, portanto, o professor retomou e aprofundou os conceitos anteriormente trabalhados, dando continuidade à compreensão das transformações históricas ocorridas nas formas de produção e na organização do trabalho.
Foram retomados os conceitos de artesanato e manufatura, estabelecendo-se suas diferenças especialmente a partir da Divisão do Trabalho e do domínio do trabalhador sobre as diferentes etapas do processo produtivo. A partir daí, discutiu-se a passagem da manufatura para a maquinofatura e o desenvolvimento do processo de industrialização.
Na sequência, foram apresentadas as Primeira, Segunda, Terceira e Quarta Revoluções Industriais, relacionando cada uma delas às principais transformações técnicas e energéticas: o carvão mineral e a máquina a vapor; o petróleo, a eletricidade e a produção em massa; a eletrônica, a informática e a automação; e, mais recentemente, a inteligência artificial, a robotização, a Internet das Coisas e a crescente digitalização da produção.
A aula também procurou problematizar o próprio conceito de “revolução”, discutindo-se que as mudanças industriais não devem ser compreendidas apenas como uma sucessão de novas máquinas e invenções. Elas modificaram profundamente o trabalho, as cidades, o consumo, as relações sociais, o espaço geográfico e a relação entre sociedade e natureza.
Assim, a retomada permitiu aos estudantes estabelecer conexões entre as diferentes etapas da industrialização e o mundo atual, percebendo que muitas das transformações iniciadas há mais de dois séculos continuam presentes — e em permanente desenvolvimento — em nosso cotidiano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário