TURMA 71, EM SET., 2026!

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

2ª AULA DO 3º TRI: ENERGIA, TRABALHO E A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL!

 Em 22 de setembro, deu-se continuidade ao estudo das transformações do trabalho e das chamadas Revoluções Industriais.

Inicialmente, discutiu-se um antigo sonho humano: o moto-perpétuo, isto é, a criação de uma máquina que pudesse permanecer indefinidamente em movimento, produzindo energia sem necessitar de uma fonte externa. Problematizou-se esse sonho como cientificamente impossível, relacionando-o à própria necessidade humana de buscar, ao longo da história, novas fontes de energia capazes de realizar trabalho.

A partir dessa discussão, abordou-se também o ser humano enquanto Homo faber — o ser que fabrica, produz instrumentos e transforma a natureza por meio do trabalho. Em diálogo com o pensamento de Karl Marx, destacou-se o trabalho como uma das relações fundamentais estabelecidas pelos seres humanos com a natureza e com a própria sociedade.

Retomaram-se, então, dois conceitos estudados na aula anterior. No artesanato, o trabalhador participa das diferentes etapas de elaboração do produto, não havendo uma divisão sistemática do trabalho. Na manufatura, embora a produção permanecesse essencialmente baseada no trabalho manual, estabeleceu-se a Divisão do Trabalho: diferentes trabalhadores passaram a executar diferentes etapas da produção.

Na sequência, iniciou-se o estudo da Segunda Revolução Industrial, geralmente situada a partir da segunda metade do século XIX, especialmente depois de 1870. Alemanha e Inglaterra tiveram importante participação nesse processo, ao lado de outros países industrializados. Entre as grandes transformações do período estiveram o avanço da indústria do aço e da química, a eletricidade, o desenvolvimento dos motores de combustão interna e a crescente utilização do petróleo.

Destacou-se o engenheiro alemão Nikolaus August Otto, que, em 1876, construiu um motor de combustão interna de quatro tempos de grande importância para o desenvolvimento posterior dos motores modernos. Esse princípio ficaria conhecido como Ciclo Otto.

Se a máquina a vapor e a locomotiva simbolizaram a Primeira Revolução Industrial, o automóvel tornou-se um dos grandes símbolos da etapa seguinte: uma máquina associada ao motor de combustão interna e à crescente importância dos derivados do petróleo.

Assim, a aula procurou novamente mostrar que as Revoluções Industriais podem ser compreendidas também pela relação entre ser humano, trabalho, máquinas e energia: da força das mãos às máquinas; do carvão ao petróleo; da oficina artesanal à produção industrial em escala crescente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

1ª AULA (3º TRI.): RETOMANDO A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Com a Turma 71, o estudo da Revolução Industrial havia sido iniciado ainda no 2º trimestre, antes do período destinado aos Conselhos de Classe (de 08 a 11 de set.), mais precisamente, dia 03 de set.. No presente encontro, portanto, o professor retomou e aprofundou os conceitos anteriormente trabalhados, dando continuidade à compreensão das transformações históricas ocorridas nas formas de produção e na organização do trabalho.

Foram retomados os conceitos de artesanato e manufatura, estabelecendo-se suas diferenças especialmente a partir da Divisão do Trabalho e do domínio do trabalhador sobre as diferentes etapas do processo produtivo. A partir daí, discutiu-se a passagem da manufatura para a maquinofatura e o desenvolvimento do processo de industrialização.

Na sequência, foram apresentadas as Primeira, Segunda, Terceira e Quarta Revoluções Industriais, relacionando cada uma delas às principais transformações técnicas e energéticas: o carvão mineral e a máquina a vapor; o petróleo, a eletricidade e a produção em massa; a eletrônica, a informática e a automação; e, mais recentemente, a inteligência artificial, a robotização, a Internet das Coisas e a crescente digitalização da produção.

A aula também procurou problematizar o próprio conceito de “revolução”, discutindo-se que as mudanças industriais não devem ser compreendidas apenas como uma sucessão de novas máquinas e invenções. Elas modificaram profundamente o trabalho, as cidades, o consumo, as relações sociais, o espaço geográfico e a relação entre sociedade e natureza.

Assim, a retomada permitiu aos estudantes estabelecer conexões entre as diferentes etapas da industrialização e o mundo atual, percebendo que muitas das transformações iniciadas há mais de dois séculos continuam presentes — e em permanente desenvolvimento — em nosso cotidiano.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

RETOMANDO NOSSOS REGISTROS DA PRÁTICA: AULAS DO 2º TRIMESTRE!

Nas últimas semanas, a dinâmica habitual de atualização deste espaço foi temporariamente alterada em razão da intensa mobilização da escola para a realização do Salão de Iniciação Científica – SIC.

Durante esse período, parte significativa de nossas aulas, encontros e tempos pedagógicos esteve dedicada à orientação dos estudantes, à organização e ao desenvolvimento das pesquisas, à preparação dos trabalhos e às diferentes atividades relacionadas ao evento. Foi um período particularmente intenso, no qual a rotina escolar precisou ser reorganizada para que os projetos pudessem chegar ao SIC.

Em razão dessa concentração de atividades, muitas das práticas desenvolvidas nas disciplinas de Geografia e Iniciação Científica não chegaram a ser publicadas, como habitualmente fazemos, neste nosso Registro da Prática.

Isso, entretanto, não significa que elas tenham deixado de acontecer. Ao contrário: foram semanas de muito trabalho, pesquisa, orientação, produção e aprendizagem — justamente o tipo de movimento que este espaço procura documentar.

O que estudamos nesse período?

Nas aulas de Geografia dos 7º anos, nosso principal objeto de estudo foi a dinâmica demográfica da população, especialmente por meio da leitura e interpretação das pirâmides etárias.

Começamos compreendendo a organização desse importante gráfico demográfico. Os estudantes aprenderam a identificar sua base, seu corpo e seu topo, relacionando essas diferentes partes, respectivamente, à predominância das populações jovem, adulta e idosa.

A leitura das pirâmides permitiu avançar para conceitos fundamentais da Demografia, como natalidade, fecundidade e mortalidade, procurando compreender aquilo que cada indicador representa e como sua alteração produz transformações na estrutura etária de uma população.

Também discutimos a expectativa de vida e as razões pelas quais ela apresenta grandes diferenças entre países e períodos históricos, relacionando-a às condições de vida, alimentação, saneamento, medicina, vacinação, habitação e acesso aos serviços de saúde.

Outro conceito trabalhado foi o de crescimento vegetativo ou natural, entendido a partir da relação entre o número de nascimentos e o número de mortes de determinada população.

A partir desses elementos, pudemos compreender um fenômeno cada vez mais importante para o Brasil e para diversos países do mundo: o envelhecimento populacional.

Para explicar como as populações passam de estruturas predominantemente jovens para estruturas progressivamente mais envelhecidas, estudamos as diferentes fases da Transição Demográfica, observando a passagem histórica de sociedades marcadas por altas taxas de natalidade e mortalidade para outras caracterizadas por taxas progressivamente mais baixas.

As pirâmides etárias, portanto, deixaram de ser vistas apenas como gráficos. Passaram a funcionar como verdadeiros “retratos” de uma população em determinado momento histórico.

Por meio delas, discutimos também as relações existentes entre estrutura etária e desenvolvimento socioeconômico.

Uma população com grande número de crianças e adolescentes, por exemplo, necessita de investimentos importantes em creches, escolas e políticas voltadas à infância e à juventude. Uma população com grande quantidade de adultos coloca em evidência questões relacionadas ao mercado de trabalho, geração de emprego e renda. Já uma sociedade que envelhece precisa pensar cada vez mais em saúde, acessibilidade, cuidado com a população idosa e sustentabilidade dos sistemas previdenciários.

Dessa maneira, procuramos perceber que estudar população em Geografia não significa simplesmente memorizar números: significa compreender de que maneira as transformações demográficas interferem diretamente na organização da sociedade, na economia, nas políticas públicas e em nossa própria vida cotidiana.

Esses conhecimentos também constituíram a base das atividades e avaliações realizadas pelas turmas ao longo do período.

Encerrado o período de excepcional mobilização em torno do SIC, retomamos, a partir de agora, a atualização regular deste diário, acompanhando novamente o desenvolvimento das aulas, dos conteúdos, das atividades, das pesquisas e das experiências construídas pelos estudantes.

Alguns registros do período anterior poderão ainda aparecer por aqui, recuperando práticas que merecem permanecer documentadas.

Seguimos, portanto. O Registro da Prática continua.

2ª AULA DO 3º TRI: ENERGIA, TRABALHO E A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL!

 Em 22 de setembro , deu-se continuidade ao estudo das transformações do trabalho e das chamadas Revoluções Industriais . Inicialmente, dis...